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Depois da estadia incrível no Six Senses Yao Noi, fomos para Bangkok, a última parada da viagem. Nosso transfer estava aguardando no aeroporto e nos levou diretamente para o hotel The Peninsula. O trânsito estava tão caótico que demoramos mais que uma hora para chegar no hotel! Me senti em São Paulo, chegando de Guarulhos, porque demorou o mesmo tempo! Pelo visto isso é um problema comum em grandes cidades… O transfer era um carro super luxuoso e foi organizado pelo próprio hotel. Entre os carros da frota você pode escolher até um Rolls-Royce para te buscar no aeroporto – chic né?! Kkkk. Para explorar a cidade, o hotel também oferece um tuk tuk customizado! E para completar você também pode escolher comidinhas de um menu elaborado especialmente para o serviço de transfer. Nesse momento já percebi que o hotel seria incrível!

Onde se hospedar em Bangkok, The Peninsula, Bangkok, Tailândia

O hotel Peninsula é super bonito e até estranhei chegar em um hotel “convencional” e grande após me hospedar em tantos lugares diferentes! Ficamos numa suíte linda que tinha uma super vista do rio Chao Phraya. Nós escolhemos esse hotel pela sua localização, à beira do rio, na região conhecida como Riverside. Consideramos ficar no Mandarin Oriental, mas na época uma das torres do hotel estava em reforma, então achamos melhor ficar no Peninsula mesmo que fica exatamente do lado oposto! Por causa do notório trânsito insano de Bangkok, é importante escolher um hotel que fique perto dos principais pontos turísticos ou que então tenha um acesso fácil a eles pelo rio ou por SkyTrain, evitando as ruas.

DICA : Taxi em Bangkok é muito caro! Sempre negocie o valor da sua corrida ANTES! Caso contrário, quando você chegar no seu destino eles vão te passar a perna, falando qualquer valor! A melhor opção é ir de tuk tuk ou andar de BTS (o SkyTrain).

Na primeira noite jantamos no Zuma que fica dentro do hotel St Regis. O restaurante dispensa apresentações e como qualquer Zuma, é impossível sair desapontado! O cardápio era igual e foi bom dar uma variada de toda comida asiática e comer um japa e tomar sake! Pedimos os nossos favoritos, como o wagyu gyoza, tartar de salmão e atum, lula empanada com chili e limão, spicy beef tenderloin, yellowtail, e o rice hot pot com cogumelos. Estava tudo uma delícia. O restaurante é super agradável e possui uma parte externa bem simpática – um terraço aberto com bar e mesas.

Fomos e voltamos para o Zuma de SkyTrain (BTS) e ficamos surpresos como é fácil de usar e como tudo está bem sinalizado! Para chegar na estação de Taksin, pegamos um dos quatro barquinhos do hotel para atravessar o rio. Levamos apenas 15 minutos, porta a porta, para chegar no St Regis. Foram exatamente quatro paradas de trem, achamos incrível a facilidade e eficiência! O SkyTrain é bem organizado, moderno, super limpo, os trens possuem ar condicionado, televisões…realmente de primeira! E não se preocupem, as estações são user-friendly – os mapas são fáceis de ler, escritos em inglês e tailandês, e os bilhetes podem ser adquiridos direto do caixa ou nas máquinas!

Onde se hospedar em Bangkok, The Peninsula, Bangkok, Tailândia

FUN FACT: A política da Tailândia ocorre atualmente em uma estrutura de monarquia constitucional, por meio do qual o primeiro-ministro é o chefe do governo e o monarca hereditário é o chefe do estado. Mas desde o golpe de 2006, a Tailândia é governada por uma junta militar que se intitula Conselho o para a Segurança Nacional e aponta seus Primeiros-ministros e o gabinete. Mesmo tendo pouco poder direto sob a constituição, o Rei é um símbolo da identidade e unidade nacional, e possui um enorme respeito do povo e autoridade moral. Eles são considerados quase sagrados! A imagem do Rei e da família real da Tailândia está em cartazes e outdoors espalhados pela cidade inteira! A música do Rei (que também é o hino nacional do país) é tocada todo dia nos monitores dos trens e estações do SkyTrain impreterivelmente às 8am e 6pm. Quando o hino começa a tocar todos param o que estão fazendo e ficam parados. A Tailândia tem uma das leis de lesa-majestade mais rígidas do mundo! Conhecida como “artigo 112” do Código Penal tailandês, a lei prevê de 3 a 15 anos de prisão para qualquer pessoa que difamar, insultar ou ameaçar o Rei, a Rainha, os seus herdeiros ou o regente. Isso também se aplica ao dinheiro da Tailândia (“thai baht”) que tem imagens do Rei estampadas em todas as notas e moedas. Ou seja, rasgar, depredar ou pisar em notas e moedas é considerado um desrespeito e um crime, passível de punição. A ONU criticou recentemente a aplicação dessa lei, argumentando que ela vai contra as leis internacionais de direitos humanos, e recomendando que o país pare de invocar essa lei.

DAY 2

No dia seguinte tomamos café da manhã no Riverside Café. O buffet era incrível – uma variedade de coisas inacreditável! Lembro que fiquei muito impressionada com a quantidade de pães, cereais, e frutas diferentes. A manga era cortada na hora, na sua frente! Além do buffet tradicional, também tinha uma parte externa onde você podia pedir um monte de pratos diferentes, da sua maneira, além do buffet de comidas asiáticas com dim sums etc.

Onde comer em Bangkok, Riverside Café, Tailândia

Após o café saímos em direção ao Grand Palace e o Wat Phra Kaew (templo do Buda de Esmeralda). Perto dos templos e principais pontos turísticos, reparei que sempre tem algumas barraquinhas. Elas vendem ornamentos decorativos tradicionais, como o colar de flores, além de frutas e sucos frescos. A apresentação é tão bonita que fica difícil NÃO querer comprar kkkk! Olha a foto das romãs abaixo – aposto que você ficou com água na boca né?! Hahaha. Falando em coisas coloridas, os tuk tuks ficam iluminados a noite com luzes coloridas, é demais! Vale mencionar que eles são um pouco agressivos no volante kkkk. E em Bangkok você também encontra taxi pink!! Adorei!

O Grand Palace (ou Grande Palácio Real em português) é um conjunto de edifícios que serviu como residência oficial do rei da Tailândia durante os Séculos XVIII-XX, e é sem dúvida a atração mais imperdível de Bangkok! Localizado no distrito de Phra Nakhon, no coração da cidade, o complexo foi construído em 1782 pelo Rei Rama I, e tem mais de 200 mil metros quadrados! Ou seja, é bem fácil se perder lá dentro e tem coisa suficiente para ver durante um dia inteiro, então quanto mais cedo você for, melhor será. Além disso, o lugar é LOTADO e a tarde o calor piora. Desde 1925, o Grand Palace não é mais a residencial oficial do Rei, mas o local ainda é utilizado para cerimonias oficiais e religiosas, como as coroações, por exemplo.

Os edifícios que compõem o majestoso Grand Palace são templos, capelas, palácios e portões, que foram adicionados ao longo dos anos e gerações sucessivas, e por isso são todos diferentes. A única semelhança é que todos são orientados para o norte. O complexo pode ser dividido em quatro áreas distintas, mas a mais bonita e importante é a área do Grande Templo e o Templo do Buda de Esmeralda. Esta é a parte mais visitada, mais fotografada e a mais espetacular! Além da arquitetura impressionante, podemos ver aqui também o trabalho incrível de azulejo e cerâmica! É lindo, maravilhoso, majestoso…pura riqueza! Eu amei! Mas também acho que deveria ter ido lá por último porque tudo que visitei depois ficou “pobrinho” comparado!! Hahaha.

Algumas coisas chamam a atenção de cara: as estátuas de 5m de altura, chamado Thotkhirithon, gigantes demônios da mitologia tailandesa que mantêm a espada do templo na mão; a enorme stupa de ouro que lembra os edifícios de Mianmar; e a réplica de escala do famoso templo Angkor Wat no Camboja, um dos lugares mais sagrados na Ásia. Em todo complexo também se vê várias estátuas de elefantes, tidos como símbolo de independência e poder na cultura tailandesa, pois os reis iam às batalhas montados neles.

Mas a principal atração do complexo é o Templo do Buda de Esmeralda, considerado o mais sagrado da Tailândia. A estátua de Buda (que dá o nome ao templo) está situada no prédio principal construído especialmente para ela, e conhecido como Ubosoth, colocada sobre um altar feito inteiramente de ouro. Trata-se de uma pequena estátua esculpida em uma única pedra de jade, e não de esmeralda como se imagina. O nome esmeralda vem da cor verde e não da pedra em si. O Buda de Esmeralda é o mais popular e reverenciado de todos os Budas na Tailândia – é uma espécie de padroeiro dos tailandeses. Apenas o Rei pode tocar o Buda e somente quando a peça de vestuário é alterada. Essa troca acontece apenas três vezes ao ano: no verão, inverno e a estação de meses chuvosos. Para entrar no templo é preciso tirar os sapatos e fotos não são permitidas!

DICA : Existe um rigoroso controle de vestimentas fora e dentro do complexo. Os ombros e os joelhos devem estar sempre cobertos durante toda visita! Caso você se esqueça e não estiver adequadamente vestido para entrar, não se preocupe, pois perto da entrada principal você pode alugar uma calça ou um xale! Como estava muito quente em Bangkok e queria sair de vestido, resolvi levar uma camiseta na minha bolsa que usei por cima durante minha visita – por isso o meu look nas fotos! Kkkk

Eu queria ter visitado o templo de Wat Arun, cartão postal de Bangkok, mas infelizmente na época ele estava sob reforma, sendo restaurado. Então tive que me contentar em ver ele a noite iluminado!  Saímos do Grand Palace e pegamos um tuk tuk para o templo de Wat Pho, onde está o famoso Buda reclinado. Embora o templo seja nos terrenos do Grand Palace, ele deve ser visitado separadamente e é necessário pagar uma entrada diferente. O tamanho do “Reclining Buddha” é impressionante!! E os detalhes do cabelo?! Achei incrível! Vale a visita!

Outro passeio que não deu para fazer por causa da chuva foi visitar o Flower Market, que fica ao lado de Wat Pho. Então ao invés, pegamos outro tuk tuk e fomos para o hotel Mandarin Oriental e almoçamos à beira do rio no Verandah Terrace & Café. O cardápio é bem variado e a comida estava deliciosa! Pedi o “beef pad see iew”, um prato que comia sempre quando morava em NYC 

Verandah Terrace & Café, no Mandarin Oriental em Bangkok, Tailândia

Após nosso late lunch, resolvemos caminhar um pouco pelas ruas ao redor do Mandarin Oriental atrás de lojas legais, mas não tivemos muito sucesso! Hahaha. O que mais tem é loja de bijoux e alfaiates, mas as lojas de bijoux parecem vender todas a mesma mercadoria! Eu estava atrás de um colar de prata igual ao que vi em Siem Reap, mas infelizmente não encontrei nada parecido! O que tem de legal para comprar são objetos de decoração para casa. Vimos muitos talheres, garfinhos e palitinhos de aperitivo, talheres para servir salada etc….isso sim estava bonito! Como não achamos muito interessante o shopping desistimos e voltamos para o hotel mais cedo para descansar.

Por volta das 19h saímos para tomar drinks! A primeira parada foi o icônico Sirocco & Sky Bar, no Lebua Hotelhangover feelings!! Eu gostei do local, o domo no topo da torre é super imponente, mas achei o bar em si meio morto! Não tem onde sentar e não tem música ambiente/animada. Tem uma banda de jazz tocando perto das mesas do restaurante o que é legal para quem está jantando, mas um tédio para quem está no bar – deu até sono! Tomamos um drink e resolvemos conhecer outro rooftop bar famoso! Fomos para o Vertigo, no topo do Banyan Tree Hotel em Sukhumvit, a região mais comercial e business de Bangkok, longe do rio. O Vertigo é lindo!! Ele pode não ser tão imponente quanto o outro, mas eu preferi! Os drinks estavam ótimos e ele tem muito mais ambiente de bar, com música animada de fundo, oferecem amendoim e batata chips para beliscar, e possuem mesinhas e banquetas para sentar ao redor de todo bar. Achei o pessoal mais bonito no Vertigo também! Claro que o bar também é turístico, mas talvez seja menos óbvio que o Sirocco! O restaurante também é bem maior e estava lotado! Me recomendaram outro rooftop bar lindo, o Above Eleven, mas não tive tempo de conhecer!

Jantamos no hotel Metropolitan by COMO, no premiado restaurante Nahm, eleito um dos melhores restaurantes da Ásia e um dos melhores do mundo, consecutivamente, desde 2012. A decoração do restaurante é bonita, tudo bem clean. O restaurante conta também com um pequeno terraço agradável com vista para a piscina do hotel. Logo que entramos sentimos os aromas maravilhosos que já indicavam que esse seria um jantar daqueles! E foi – a comida estava verdadeiramente deliciosa! Parada obrigatória em Bangkok!!

FUN FACT 2 : Fiquei impressionada com a quantidade de orquídeas utilizadas como decoração em diversos lugares da cidade! Sério! É orquídea que não acaba mais – até no aeroporto de Bangkok tem várias! O resultado é lindo mas imagina o preço disso se fosse no Brasil!!

DAY 3

No último dia da viagem, após comer tudo que tinha direito no meu último buffet asiático hahaha, saímos em direção ao shopping Siam Paragon. As lojas do Siam Paragon são super chics!! O shopping tem um layout inteligente: no térreo você encontra as melhores grifes internacionais, no subsolo o Gourmet Market e Food Hall, no último andar eletrônicos e tudo para casa, e tem também uma seção de lojas que contém apenas marcas típicas tailandesas! Achei muito legal! Passamos a maior parte do tempo no Food Hall comprando balinhas e molhos asiáticos que são difíceis de encontrar no Brasil, e na loja de departamento Paragon. A Paragon é incrível!! Tudo lá foi cuidadosamente selecionado, só tem do bom e do melhor. Enlouqueci na seção de papelaria. Amei!

Conhecemos também o Central World Shopping que fica literalmente ao lado do Siam Paragon. O lugar é ENORME – me perderia lá fácil! Fomos para almoçar no Din Tai Fung, o restaurante pelo qual me apaixonei em Singapura! Kkk. Para mim não tem discussão – aqui se come os melhores dim sums do mundo!! O “xiao long bao” (ou pork soup dumpling) é dos deuses – poderia comer uns 50 facilmente! O restaurante fica no sétimo andar do shopping e é bem mais bonito que o de Singapura. O restaurante é original de Taiwan, possui várias filiais ao redor do mundo, e reza a lenda que ele tem uma estrela Michelin! Pedimos: “oriental wontons with black vinegar and chili oil, spicy noodles, xiao long bao, minced pork buns, e minced pork and glutinous rice steamed dumplings”. Só de pensar fico com água na boca! Delícia! 

Depois do almoço voltamos para o hotel e aproveitamos para conhecer o belíssimo SPA do Peninsula e fazer uma massagem para relaxar bastante antes da longa viagem de volta para o Brasil! Para fechar a viagem com chave de ouro, presenciamos a queima de fogos de um casamento que estava acontecendo no hotel! A vista deles sobre o rio a noite estava deslumbrante!

DICAS EXTRAS: Jante no Celadon, restaurante super conceituado do hotel The Sukhothai, eleito pela Condé Nast Traveller como o número de Bangkok! Aos domingos, o brunch do restaurante chinês Mei Jiang, no hotel Peninsula, é um must! Eles possuem uma seleção incrível de dim sums servidos em um carrinho! Para uma experiência autêntica, jante no Sala Rim Naam, restaurante tailandês tradicional com direito a show, no hotel Mandarin Oriental. Outro shopping chic para boas compras é o Erawan, em frente ao famoso “Erawan Shrine”.

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