Meus posts favoritos 25/04/2019

Esse ano no carnaval eu finalmente fiz a viagem que há muito tempo estava na minha bucketlist, mas que eu sempre postergava – uma roadtrip pelo American Southwest. Eu cresci vendo fotos de um renomado fotógrafo chamado Peter Lik e sempre que via as fotos do Antelope Canyon ou Arches National Park eu suspirava! Então resolvi que dessa vez o plano ia sair do papel. Bolei uma viagem de 10 dias saindo de Vegas e voltando. Durante esses dez dias, percorremos mais de 1600km por três estados – Nevada, Arizona e Utah. Foi mais bonito do que eu esperava e valeu MUITO a pena. É sempre bom também fazer algo que foge do óbvio e do cliché! Eu planejei a viagem inteira sozinha, pesquisei muito e organizei tudo até o ultimo detalhe. Para quem gosta de natureza, escaladas, aventuras e parques nacionais, não tem viagem melhor! Recomendo demais!

É claro que hoje eu faria algumas coisas diferentes, mas no geral o roteiro ficou ótimo. Eu acrescentaria mais 2 noites no hotel Amangiri, que é simplesmente fantástico, e talvez mais uma noite em Sedona, porque acabou ficando corrido. Com isso o roteiro esticaria para 2 semanas certinho. Não consegui ver tudo que eu queria e tive que sacrificar alguns trechos para encaixar nas datas, mas se você puder, eu recomendo incluir o Arches National Park em Moab, Utah, o Valley of Fire State Park em Nevada e talvez mais dois dias em Phoenix e Tucson, Arizona, para visitar o Saguaro National Park! Uma noite a mais em Las Vegas na volta também não seria nada mal! Kkk.

Como me perguntaram isso pelo Instagram, vou aproveitar para já responder sobre o custo da viagem. Como é uma viagem roadtrip, se você conseguir um bom negócio no aluguel do carro que inclua o primeiro tanque e kilometragem livre, já é meio caminho andado. Aproveito para recomendar o aluguel de um carro 4×4 – você nunca sabe se vai precisar! Nós gastamos quase 4 tanques de combustível durante a viagem toda, o que deu mais ou menos uns USD 250. Tirando o Amangiri e o hotel em Sedona, todos os outros hotéis da viagem eram bem mais simples, com diárias entre 100 e 200 USD. Bem razoável. Em termos de restaurantes, não esperem grandes coisas! Aliás, pelo contrário – come-se bem mal, só tem restaurante de fast food na estrada…chega uma hora que você não aguenta mais comida gorda!! Por ser fast food, é barato. O outro gasto que se tem durante a viagem são as entradas para os parques nacionais, mas cada uma custa em média USD 35 por veículo e o passe dura uma semana. Algumas são até mais baratas. Então durante a roadtrip você realmente não tem muitas despesas. Quem quiser gastar menos, é possível seguir o mesmo roteiro e ficar em outro hotel em Page sem ser o Amangiri, mas eu já antecipo que vale cada centavo e faz a viagem!! Eu só queria fazer essa viagem se fosse para ficar nesse hotel – era um sonho!

Acho que vale deixar claro que esse roteiro que eu fiz é bem básico no sentido de cobrir o “necessário” em cada lugar. É claro que é possível ficar mais tempo em cada um dos parques – sempre tem muito mais a se explorar, mas para isso seria necessário mais dias ou então sugiro escolher apenas alguns parques do roteiro e dedicar mais dias para eles. Dá para modificar muito, vai do gosto de cada um. Eu queria ver e cobrir o máximo possível em 10 dias…e deu! Valeu!

Mas enfim, é isso. Agora vamos ao que interessa – o roteiro! Kkk. Segue abaixo um breakdown do meu roteiro:

DAY 1 – Dirigimos de Las Vegas para Sedona, AZ. Nos hospedamos por duas noites no Enchantment Resort.

DAY 2 –  Sedona, AZ.

DAY 3 – Dirigimos de Sedona para o Grand Canyon. Nos hospedamos no The Grand Hotel at the Grand Canyon na cidadezinha de Tuyasan, AZ.

DAY 4 – Dirigimos do Grand Canyon para Monument Valley. Nos hospedamos por uma noite no The View Hotel.

DAY 5 – Dirigimos de Monument Valley para Page, AZ. Nos hospedamos no Amangiri por duas noites.

DAY 6 – Page, AZ.

DAY 7 – Dirigimos de Page para o Bryce Canyon National Park, UT. Nos hospedamos no BW Plus Bryce Canyon Grand Hotel por uma noite.

DAY 8 – Dirigimos de Bryce Canyon National Park para o Zion National Park, UT. Nos hospedamos por duas noites no hotel Zion National Park Lodge.

DAY 9 – Zion National Park, UT.

DAY 10 – O plano era dirigir para Las Vegas super cedo de manhã, mas ficamos com medo de perder nosso vôo, então acabamos voltando na noite anterior e nos hospedamos no Palazzo Hotel.

Muita gente me pediu dicas de Las Vegas depois dessa viagem – eu tenho muitas, mas não vou misturar as duas coisas ok? Depois faço uns posts sobre o que fazer e onde comer lá. Dessa vez eu fiquei apenas 24 horas, foi bem passageiro mesmo. Como a gente ia pegar o carro no aeroporto de Las Vegas e começar nossa roadtrip numa segunda-feira, fazia sentido chegar um dia antes já que era o final de semana, até para já ir entrando no fuso e tal. E foi ótimo. Eu adoro Vegas – brinco que lá “brega is beautiful”! Hahaha. Aproveitamos para bater perna e comer bem antes de botar o pé na estrada. Também paramos na megastore da Dick’s Sporting Goods para comprar alguns itens que estavam faltando de roupa de esporte. Mas fora isso, não fizemos nada de especial a não ser comer muito! Kkk. Tomamos café da manhã no buffet do Wynn que vale muito a pena, almoçamos no novíssimo Cipriani dentro do também novo Wynn Plaza Shops e jantamos no Wing Lei, também dentro do Wynn, que é um dos meus restaurantes chineses prediletos!! É muito bom! O Cipriani decepcionou um pouco – achei a comida super sem sal e sem gosto…não sei se é porque é novo ou se o Chef estava tendo um dia ruim! Hahaha. Fora isso andamos pelo The LinQ e fomos na exposição que estava tendo da Yayoi Kusama no Bellagio. Capotamos antes das 9pm para sair cedinho no dia seguinte! Hit the road jack! Kkk. 

DAY 1 – LAS VEGAS TO SEDONA

Dirigimos de Las Vegas, NC para Sedona, AZ. Esse foi o trecho mais comprido da viagem e levou cerca de 5 horas, mas a idéia era essa mesmo – ir com calma parando nos lugares e apreciando a paisagem! Atrasamos um pouco para sair porque fomos antes no Neon Museum que não conseguimos ir no dia anterior, então acabou que chegamos em Sedona e tava escuro! O certo seria chegar enquanto ainda está claro porque a paisagem é de cair o queixo! Ahh, já vou falar – usamos o Waze a viagem inteira para navegar e funcionou super bem. Ele pegou mesmo nos trechos de estrada aonde não tinha sinal. Basta apenas programar a viagem quando você sair do hotel que ele vai acompanhando, então você não precisa se preocupar em baixar mapas off-line etc. Estou dividindo porque isso era uma preocupação minha no início. De todo jeito, para garantir, eu fiz todo mapeamento das estradas antes e imprimi um itinerário com todas as estradas que tínhamos que pegar e quais direções seguir. Gosto de “play it safe”. Outra coisa que me perguntaram também pelo instagram foi sobre segurança. Eu viajei com uma amiga e em nenhum momento sentimos medo ou nos sentimos ameaçadas nas estradas etc. É bem tranquilo, país de primeiro mundo… e em todo lugar tem muito turista também. Não tem com o que se preocupar, mesmo!

A viagem até Sedona poderia até ser mais curta, mas eu queria desviar e pegar um trecho da antiga Route 66 e ir parando em vilarejos fofos como Kingman e Williams. É tudo bem típico, parece cenário de filme, juro! Aliás, a viagem inteira eu tive essa sensação – de estar vivendo num filme! Hahaha. É muito lugar típico e muita beleza natural! Paramos para almoçar em Kingman, AZ, em um diner super fofo chamado Mr. D’s Route 66 Diner. Ele tem uma decoração retrô, bem anos 60 e no menu clássicos americanos e mexicanos como milkshake, cheeseburgers, hot dog, quesadillas, etc. Não tem muita coisa no caminho, então achei que foi a melhor opção mesmo, além de ser meio temático (o que eu adoro) hahaha. Depois do almoço seguimos viagem e paramos para tirar fotos na Hackberry General Store. Gente, é uma loja de conveniência das antigas e super temática! Foi aonde tirei um monte de fotos que estão no meu Instagram com placas da Route 66. Fica no meio do nada na estrada, mas vale a parada! Igualmente fofa, a cidadezinha de Williams também está cheio de photo ops pelo caminho!

O plano era chegar em Sedona e assistir ao pôr do sol no Airport Mesa, um local conhecido com vistas panorâmicas de Bell Rock, Cathedral Rock e Courthouse Butte, os cartões postais de Sedona, mas não deu tempo. Chegamos em Sedona por volta das 19h e fomos direto para o hotel. Pegamos MUITO frio! Tava abaixo de zero na madrugada! Jantamos no hotel mesmo e foi lá que eu provei o meu primeiro “prickly pear margarita” e viciei! Kkk. O drink é feito com a fruta da flor do cactus e a cor deixa o drink pink! Demais! A fruta acaba dando um toque mais doce à margarita. Fica muito bom, sou suspeita! Hahaha. Durante a viagem eu comi e bebi tudo que eu podia com prickly pear – você vê direto nos cardápios…desde o café da manhã até o jantar!

Nos hospedamos no Enchantment Resort. Na época que pesquisei, estava na dúvida entre esse e o L’Auberge. Os dois são ótimos! Eu acabei escolhendo o Enchantment só por uma questão de custo mesmo. Quando eu fui reservar de fato, o L’Auberge estava apenas com uma mega suíte disponível então optamos pelo Enchantment. O Enchantment é lindo porque ele fica mais afastado do centrinho, colado nas pedras vermelhas. A vista do restaurante no café da manhã é maravilhosa e o entardecer também, quando as pedras vão ficando cada vez mais vermelhas. O hotel tem um spa premiado, mas não usamos. Também oferece uma piscina aquecida, jacuzzi e dois restaurantes principais. Como eu cheguei 4 dias após uma nevasca recorde, eu obviamente não aproveitei essas instalações hahaha, e muito menos joguei golfe. Mas tenho certeza que o hotel é o melhor lugar para se hospedar durante o verão. A propriedade é bem grande e bonita! O quarto era ótimo, bem espaçoso. A comida do hotel também era muito boa. De modo geral, gostei!

DAY 2 – SEDONA

Acordamos cedo e muito dispostas, prontas para o nosso primeiro dia de hiking! No entanto, não contávamos com os contratempos que tivemos! Isso é algo que é importante mencionar – por mais que você programe tudo, algo sempre vai sair errado ou diferente do planejado. Então esteja preparado para isso e não se decepcione. Vai ser impossível ver e fazer tudo, não tem jeito! Sedona tem centenas de trilhas, mas eu tinha pesquisado e queria muito fazer a “Devil’s Bridge Trail” que leva você até um enorme arco natural de arenito e se desse tempo a trilha de “Soldier’s Pass”. Acabou que não consegui fazer nenhuma das suas. Primeiro que como chegamos poucos dias após uma das maiores nevascas na história de Sedona, algumas trilhas simplesmente não estavam acessíveis, pois estavam cheias de gelo ou com muita lama. Isso na verdade foi um problema que tivemos em quase todos os lugares que fomos como Grand Canyon, Bryce e Zion. Por isso, não sei se eu recomendaria ir nessa época do ano que fomos. Ainda era inverno então pegamos bastante frio e muitas trilhas e partes dos parques fechadas, o que foi uma pena. Eu ainda acho que a época ideal para fazer essa viagem é em Maio! Ainda não é o pico da alta estação cheio de gente e nem o pico do verão com um calor infernal. Então fica a dica. Mesmo assim, aproveitamos ao máximo tudo que pudemos.

Começamos a trilha de “Devil’s Bridge”, mas logo no início encontramos um obstáculo – um riacho com água gelada. Para continuar a trilha a gente teria que atravessá-lo e não tinha outra alternativa senão molhar os pés, mas como estava 2º C, não achamos isso viável – nossos pés iriam congelar! Então tivemos que dar meia volta. Deu para perceber que o nível da água estava acima do normal, mais elevado, pois tinha tanta neve derretendo. Fiquei arrasada, mas seguimos em frente e dirigimos até o estacionamento da trilha “Soldier’s Pass”, aonde tivemos a nossa segunda decepção seguida! Hahaha. Isso é algo que me incomodou profundamente em Sedona!! Como pode uma cidade com tantas trilhas ter uma infraestrutura tão fraca quando o assunto é estacionamentos?! Deixa eu explicar – o estacionamento para essa trilha tem apenas 14 vagas, sendo uma para deficientes. Ou seja, se você chegar e todas as 14 vagas estiverem lotadas, você se deu mal e não pode fazer a trilha, porque não tem outro lugar para estacionar!! É isso ou nada! É proibido parar nas ruas e nos arredores, sob pena de ser guinchado e multado (eu certamente não iria arriscar algo assim logo no início do viagem e muito menos nos Estados Unidos onde tudo é 100% certinho né?). Ou seja, ou você chega antes das 8h ou esquece! E também não adianta ficar esperando, porque é absolutamente impossível saber quanto tempo pode se levar para fazer essa trilha. Seria uma perda de tempo. Também não existe táxi na cidade que pode te levar até o início da trilha, por exemplo, e nem serviço de “shuttle” como vimos depois em outros parques. Achei isso bem desorganizado. E imagina que fomos no inverno na baixa estação! Imagina a quantidade de pessoas querendo fazer as trilhas no verão?! É tipo mega sena conseguir lugar nessas vagas! Então já fica a dica: chegue BEM cedo se quiser fazer as trilhas mais concorridas. E não dá para ir a pé porque as distâncias são longas! Realmente não tem saída!

Enfim, frustradas, voltamos para o centro e aproveitamos para comprar poles de trekking, já que vimos que tinha muita neve e lama ainda. Eles foram essenciais durante a viagem! Sem eles não teríamos conseguido fazer algumas das trilhas! Além disso, eles são ótimos para ditar o seu pace! A essa altura do campeonato já eram quase 11h e ainda não tínhamos feito nada para quem acordou 7h toda disposta! Hahaha. Uma local nos recomendou a trilha de Bell Rock, que faz um loop em volta dessa icônica formação rochosa. Como tínhamos um tour agendado na parte da tarde, ficou um pouco apertado e não pudemos completar a volta toda, mas valeu! Deu para dar um gostinho já para a viagem. Caminhamos por cerca de 2 horas e depois tínhamos apenas 15 minutos para almoçar antes de começar o nosso Pink Jeep Tour! Não tivemos opção senão recorrer ao bom e velho McDonald’s. Hahaha. Uma coisa legal que eu não sabia – Sedona tem a sua paleta de cores oficial que todo mundo deve respeitar, inclusive o Mc Donald’s! Ou seja, o Mc lá não é vermelho e amarelo e sim marrom e verde! Veja a foto abaixo! Demais né?! É feito de propósito para que as construções mesclem com a natureza. Amei!

À tarde fizemos o Broken Arrow Pink Jeep Tour. O passeio é bem turistão, sem dúvida, mas ele te leva para os lugares mais fotogênicos, então vale a pena! Eu reservei o passeio diretamente pelo site deles, é super fácil. Tem várias opções de passeios e durações, mas eu acabei escolhendo o “Broken Arrow” que é um dos mais populares. O passeio é feito em um jipe rosa, como já era esperado pelo nome hahaha, e é bem agradável. A duração total é de 2 horas e requer zero esforço da sua parte, por isso achei legal reservar na parte da tarde depois de já ter feito o trekking/exercício do dia. Depois do passeio, andamos pelas lojinhas do centrinho. A cidade é pequena, mas super charmosa e agradável. As lojas não são grandes coisas, mas é divertido para comprar camisetas e souvenirs…esse tipo de coisa! Encontrei um lugar que vendia sorvete caseiro de prickly pear, mas como tava muito frio não tive coragem de provar! Acho que foi a única coisa de prickly pear que não comi na viagem! Hahaha. Depois de dar uma voltinha, vamos para o nosso hotel onde relaxamos pelo resto do dia e jantamos.

Você sabia que Sedona é uma das cidades mais místicas do mundo? Acredita-se que Sedona é um dos grandes centros de energia do mundo (um dos Chacras da Terra), o que acaba atraindo milhões de pessoas anualmente para a pequena cidade das pedras vermelhas. Muitos alegam que se sentem renovados ao visitarem locais assim e é comum ver a prática de ioga e meditação como forma de recarregar as energias. Tem gente que vai até em busca de curas milagrosas! Sedona possui 4 principais vórtices, que nada mais são do que funis de energia gerados por forças da água, vento, ou no caso, da terra. Esses 4 locais de formações rochosas são considerados tão especiais que tornaram a cidade famosa nos anos 80. Eu só tive tempo de visitar uma – Bell Rock, mas eu sinceramente não senti nada de diferente! Queria muito ter ido no Red Rock Crossing aonde se tem as melhores vistas de Cathderal Rock (outra vórtice forte), mas não deu tempo. Agora eu definitivamente me encantei pela beleza do local – isso sim! Cercada por paredões de rochas vermelhas erguidas há milhões de anos atrás, possui formações curiosas e uma vegetação bem verde. Todo mundo falou que tiramos a sorte grande ao presenciar Sedona com neve, algo aparentemente raro, então por mais que a gente não tenha feito as trilhas que a gente queria, pelo menos vimos algo super especial! Tudo tem dois lados né?!

Além de ser um centro de energia do mundo, Sedona também é uma das oito comunidades no mundo a serem nomeadas uma “International Dark Sky Community”! A cidade vem combatendo a poluição luminosa há 15 anos. É uma das poucas cidades do mundo aonde ainda é possível ver as estrelas à noite. Verifique se o seu hotel oferece a atividade de stargazing com o auxílio de um astrônomo – vale a pena! Por essas e outras que eu incluiria mais um dia em Sedona. O tempo acabou ficando super corrido e não consegui ver muita coisa…uma pena! A gente até pensou em fazer a trilha de Soldier’s Pass na manhã seguinte antes de seguir para o Grand Canyon, mas a gente não tinha como ter certeza de quanto tempo levaríamos para fazer tudo e aí a gente estaria sacrificando a nossa tarde no Grand Canyon, então resolvemos abortar a idéia. No final, fizemos o certo, mas por isso acabei ficando com um gostinho de quero mais de Sedona! É um lugar que eu certamente voltaria, mas no verão, especialmente para fazer todas as trilhas de mountain biking!

DAY 3 – SEDONA TO GRAND CANYON

No terceiro dia acordamos e saímos em direção ao Grand Canyon. A viagem foi relativamente curta, apenas 2h30. Acho importante explicar que o Grand Canyon National Park é ENORME e existem várias entradas e partes diferentes. Eu escolhi ir para o South Rim. Esse não é o mesmo lugar que tem aquele Skywalk que vocês devem ter visto fotos, com o chão de vidro, por exemplo. O Skywalk fica na parte oeste. E também não é a mesma parte que você vê quando faz o voo de helicóptero de Las Vegas. Eu já fiz esse passeio e o lugar é totalmente diferente. Aliás, esse passeio não faz jus à beleza do Grand Canyon na minha opinião. Depois de visitar o South Rim posso afirmar isso com certeza! Então se você acha que já viu o Grand Canyon após ter feito esse passeio, repense!

Não planejamos, mas sem querer visitamos o Grand Canyon um dia após a celebração do seu centenário como Parque Nacional! Dentro do parque existem algumas acomodações, mas a única que interessava era o hotel El Tovar, mas conseguir um quarto (até na baixa temporada) é uma missão quase que impossível se você não planejar com antecedência. As pessoas costumam a reservar os quartos quase um ano antes. Mas isso não é um problema. Existe a opção de se hospedar em Tusayan, também conhecida como Grand Canyon Village South. A micro cidade fica a apenas 5 km da entrada do parque então dá na mesma. Nos hospedamos no The Grand Hotel at the Grand Canyon, que faz parte do Xanterra Travel Collection, uma rede que possui hotéis em vários parques nacionais pelos Estados Unidos. O hotel é super direitinho. Almoçamos numa pizzaria na cidade e depois fizemos o check-in. Deixamos as coisas no quarto e dirigimos até o Parque para fazer trilha!

Escolhi fazer a South Kaibab Trail até Ooh Aah Point. Que trilha linda! Novamente, escutamos a mesma coisa: que sorte poder ver o Grand Canyon com neve! Hahaha. Virou algo constante na nossa viagem, a gente até ria! Realmente, o contraste do branco da neve com o colorido das pedras e o céu azul é incrível…mas também dificulta e muito o trekking! Kkk. Tudo bem que esse ano caiu uma quantidade anormal de neve, mas se você pretende fazer trilhas em parques nacionais nessa época do ano, sugiro que você esteja devidamente equipada! Nós tivemos que comprar “crampons” no General Store para conseguir fazer a South Kaibab Trail – ela estava coberta de neve. Sem os trekking poles e os crampons, esquece! Perigoso demais!

Falando em trilhas, algumas pessoas me perguntaram sobre o aplicativo que postei nos stories durante a viagem – o nome é AllTrails. Ele é ótimo, funcionou super bem. Você baixa o mapa da trilha que vai fazer antes e depois você consegue se localizar por GPS e gravar seus passos. Foi assim que eu via o quanto tinha caminhado, etc. Achei bem legal. Outra coisa importante quando for fazer trilha, especialmente no Grand Canyon aonde você desce para depois subir – sempre calcule o dobro do tempo para voltar. Especialmente no inverno, aonde as temperaturas caem rapidamente no final do dia, acho importante saber o horário do pôr do sol e calcular a distância da sua trilha para que você termine antes disso! Ninguém quer estar numa trilha ao escurecer né?! Sempre carregue também muita água, proteção solar, camadas de roupa e comidinhas como barras de proteína. Nunca é demais! Em alguns lugares o tempo muda muito rápido. Nessa trilha que fizemos, começamos com muito frio e vento no topo e na medida que fomos descendo o Canyon, foi esquentando muito! Para as suas camadas, como via de regra, o certo é nunca estar suando a ponto da roupa ficar molhada.

Não fizemos a trilha toda, paramos no Ooh Aah Point (amei o nome hahaha), pois não ia dar tempo de descer e voltar tudo antes do sol se pôr. A melhor hora para fazer essas trilhas todas é sem dúvida de manhã, sem pressa. No Grand Canyon, as trilhas até embaixo são super longas e demoradas e as vezes precisam de dois dias para serem completadas, então não pense que você vai fazer tudo em um dia só! Se isso é algo que te interessa, se programe para isso. Recomendo também pesquisar todas as trilhas antes para escolher qual é a melhor para você. São diferentes níveis de dificuldade, distâncias, etc. Já que voltamos a tempo do pôr do sol, fomos assistir ao sunset em Mather Point, um dos viewpoints mais famosos do South Rim. Realmente, é muito lindo ver as cores mudando. O ideal é chegar meia hora antes e ficar até meia hora depois do sol se pôr para experimentar toda a gama de mudanças de luz e as melhores fotos. Depois disso vamos para o nosso hotel, jantamos por lá mesmo e capotamos cedo! Aliás, nessa viagem o ritmo é esse: acorda cedo e dorme cedo. Não tem agito nenhum! Se essa não é sua vibe, não recomendo! Kkk.

DAY 4 – GRAND CANYON TO MONUMENT VALLEY

Em todo lugar que eu pesquisei era unânime – não deixe de assistir ao pôr do sol e o nascer do sol no Grand Canyon! Essa era a minha ideia, mas no inverno, quando está frio, a verdade é que não dá a menor vontade de levantar! E afinal, estamos de férias e não para sofrer né? Hahaha. Então abortei isso logo cedo, mas quem quiser começar o dia em grande estilo, o melhor lugar para ver o sunrise é no Grandview Point. Assim como o sunset, a verdade é que não existe um lugar “ruim” para ver o nascer do sol no Grand Canyon, mas não tem como negar que as melhores vistas estão no Desert View/East Rim Drive. E foi exatamente nessa estradinha que começamos o nosso dia. Saindo de Tusayan em direção à Monument Valley, a nossa próxima parada, você precisa passar pelo parque e pegar a saída do Desert View Drive. Como chegamos à tarde no Grand Canyon no dia anterior, não tivemos tempo de ver todos os viewpoints, então deixamos a manhã para fazer isso. Fizemos check-out e fomos com malas e tudo dentro do carro, parando em todos as vistas panorâmicas. É uma mais linda que a outra! Quando você acha que não pode ficar mais bonito – fica! Kkk. Paramos em quase todas: Grandview Point, Moran Point, Lipan Point e Desert View Watchtower. Acabamos pulando uns três para não perder muito tempo – queríamos chegar em Monument Valley com tempo para curtir o fim de tarde ainda.

A viagem do Grand Canyon South Rim para Monument Valley levou cerca de três horas, sem contar as paradas. Vale lembrar que durante a viagem o fuso vai mudando na medida que você atravessa os diferentes estados, então lembre-se disso quando estiver calculando a rota e planejando atividades para fazer em cada local. Nesse caso, nós “perdemos” uma hora viajando para Monument Valley. Dica: tome um belo café da manhã porque ao sair do parque, você estará nas Terras Tribais Indígenas Navajo e não tem NADA no caminho!! Se quiser parar para esticar as pernas um pouco você pode até parar no Historic Cameron Trading Post, mas não achamos muito interessante e seguimos viagem. Basicamente, você dirige non-stop até chegar na cidadezinha de Kayenta, aonde paramos para almoçar. Adivinhem aonde? Burger King! Hahaha. Sim, só tem fast food mais uma vez. Para dar uma quebrada no Mc Donald’s, resolvemos ir de Burger King! Kkk. Kayenta é a porta de entrada para Monument Valley se você estiver vindo de Arizona. Caso contrário, se você estiver vindo de Utah, será Mexican Hat.

Uma das coisas que eu mais estava empolgada para fotografar nessa viagem era Monument Valley! Desde a estrada até os famosos “buttes” no meio do deserto. Quem lembra do filme Forrest Gump quando ele está correndo há meses e finalmente resolve parar e voltar para casa? As formações rochosas que aparecem ao fundo no cenário são as de Monument Valley. Quem nunca viu a foto abaixo? Clássica! Eu fui a estrada toda de Kayenta para Monument Valley tensa observando para ver qual seria o local perfeito para replicar essa foto, mas não encontrei! Fiquei muito frustrada!! Chegamos em Monument Valley e nada da famosa foto. Não estava entendendo mais nada e até me questionei se o que eu sempre vi era alguma espécie de montagem! Hahaha. Então eu resolvi perguntar e descobri que o local da foto é na estradinha de Mexican Hat, UT, para Monument Valley. Como viemos de Kayenta, AZ, é óbvio que não passamos por lá. E no dia seguinte, íamos seguir viagem para Page, ainda em Arizona, então não íamos passar nessa estradinha de Utah. Fiz questão de incluir no itinerário da manhã seguinte antes de ir embora! Kkk. Então fica a dica: para replicar uma das fotos mais emblemáticas do oeste americano você precisa ir até Mile Marker 13 da US Highway 163. De nada! Hahaha. 

Ao chegar no parque, a primeira coisa que fizemos foi estacionar no Tribal Park Visitor’s Center e absorver a icônica vista do “Merrick Butte” e dos “Mittens”. O panorama dramático é coisa de cinema, literalmente! Basta uma olhada para entender porque os produtores de filmes se apaixonaram por essa área! É muito bonito e muito diferente de tudo que já tinha visto! Monument Valley estava no meu bucketlist há anos e fiquei muito feliz de finalmente ter riscado ele da lista. É longe? Sim. É fora de mão? Sim. Mas vale muito a pena! Monument Valley é a prova viva do que o vento e a água podem fazer com o tempo e muita criatividade. Isso nunca acontecerá novamente e não há lugar na Terra como este. É muito majestoso. O vale possui obras-primas de arenito que se elevam a alturas de 400 a 1.000 pés, emolduradas por nuvens cênicas que projetam sombras que graciosamente vagam pelo chão do deserto. O ângulo do sol acentua essas formações graciosas, proporcionando paisagens que são simplesmente encantadoras.

Após tirar 450 mil fotos hahaha, fizemos check-in no nosso hotel. Nos hospedamos por uma noite no The View Hotel, o único dentro do parque. O hotel é baratinho, mas já aviso que não é grande coisa. Pelo contrário – tem cheiro de naftalina e achei o quarto meio “sujo” e “velho”, mas paciência! Procurei não pensar muito. A vista do quarto compensa, eu prometo! Ademais, era só por uma noite e no dia seguinte íamos para o AMAN! Hahaha. Só pensava nisso kkk. A ideia inicial era fazer a única trilha não guiada pelo vale – o Wildcat Trail, que dá a volta no West Mitten Butte e leva cerca de duas horas. Mas como chegamos um pouco tarde, resolvemos dar uma volta no vale de carro mesmo. Fizemos o Valley Drive, uma estradinha de terra de 27 km que dá a volta nos principais pontos turísticos do parque. A maior parte é um circuito em sentido único. Depois disso voltamos para o quarto para descansar um pouco e jantamos no hotel mesmo já que não tinha outra opção! Hahaha. O cardápio era engraçado, meio temático – os pratos tinham nomes de atores e diretos de filmes como Johnny Depp, John Ford, etc. Uma das grandes iguarias Navajo é o “Navajo Taco”, feito com o “Navajo Frybread”. Mas as porções que vimos eram tão enormes que não tivemos coragem de provar! Acabamos provando o “frybread” no dia seguinte no Aman! Vale a pena…

DAY 5 – MONUMENT VALLEY TO PAGE

No dia seguinte acordamos cedo para tomar um café da manhã reforçado e nos encontramos com a nossa guia no lobby do hotel às 9h para começar o nosso tour do vale! Existem vários tours diferentes e eu pesquisei bastante na internet antes de escolher o que eu queria. Você pode fazer tour à cavalo, de jipe, etc. A duração dos tours e o que você vê também são outros fatores decisivos. Eu escolhi fazer um tour guiado de 2h30, pois a gente tinha que sair até no máximo 12pm do hotel para conseguir fazer a programação da tarde em Page. Sim, foi tudo cronometrado certinho hahaha. Achei a duração o suficiente, não faria nada mais longo que isso viu?! Nossa guia era uma fofa e explicou bastante coisa sobre a cultura indígena dos Navajos. Ao mesmo tempo que você pode pegar o seu carro e fazer aquela volta no Valley Drive, muitas partes do vale são apenas acessíveis através de uma visita guiada, então vale sim a pena fazer um tour. Especialmente se você quiser ver os arcos naturais de arenito no Mystery Valley. Foi esse o circuito que eu escolhi. Durante o tour nós vimos os seguintes pontos turísticos: John Ford’s Point, Sun Eye’s Arch, Big Hogan, Ear of the Wind Arch, Totem Pole e Yei Bi Cheii monuments, e o North Window. Eu reservei o meu tour online pelo viator.com.

Voltando, entramos direto no carro e seguimos viagem em direção à Page, mas antes fomos até o Mile Marker 13 tirar a famosa foto da estrada com o Monument Valley ao fundo. A gente já sabia que não íamos ter muita opção de comida ao longo da caminho então resolvemos parar em Kayenta novamente para almoçar (fast food mais uma vez). A viagem toda durou aproximadamente 2h30 e não tem nada de interessante no caminho – é meio que uma retona até chegar em Page. Fomos direto para o Antelope Canyon, com malas e tudo! A gente tinha agendado o Lower Antelope Canyon tour às 2:45pm então tivemos que correr para chegar a tempo.

Sobre o Antelope Canyon – tem algumas coisas que vocês precisas saber antes de ir. Primeiro existem dois: o Lower Antelope Canyon e o Upper Antelope Canyon, e eles estão situados em locais diferentes, mesmo que ambos em Page. Existem apenas algumas companhias que podem oferecer os tours para cada um e elas são distintas, então antes de reservar qualquer coisa você precisa primeiro resolver qual Antelope Canyon você quer visitar. Como escolher? Me fiz a mesma pergunta então vou tentar ajuda vocês um pouco. A maioria das fotos que vocês vêm do Antelope Canyon foram tiradas no Upper Antelope Canyon. É a mais popular, mas por isso também a mais cheia e mais cara. Durante a alta temporada no verão, chega a ficar infestado de gente e tem até fila de espera para poder entrar dentro do Canyon. O trajeto pelo canyon é mais curto, só que mais largo então e não conta com escadarias íngremes, diferente do Lower Antelope Canyon. Então acho que aí mora uma das principais diferenças: se você tem claustrofobia ou dificuldade de locomoção, nem pense em fazer o Lower Antelope Canyon. Se você quer tirar fotos com menos gente, sugiro tentar o Lower Antelope Canyon que é menos movimentado. Outra vantagem do Lower Antelope Canyon é que essa parte do canyon é mais larga no topo e estreita embaixo, permitindo que entre mais luz, então ele é bom para fotografar até no fim de tarde, enquanto o Upper é o oposto – largo embaixo e estreito em cima. Durante o inverno (época que eu fui), a luz é melhor no Lower Antelope Canyon. Então esses são pontos a se considerar na hora de fazer a sua escolha. Você também pode optar por fazer os dois se quiser! Essa era a minha ideia inicial também. Tanto que deixei o Lower Antelope Canyon (que entra mais luz) para o período da tarde, e ia fazer o Upper Antelope Canyon na manhã seguinte.

Existem dois “prime times” para se visitar o canyon – 10h e 12h. Se puder, vá nesses horários, mas prepare-se para encontrar mais gente pelo caminho. Independente de qual horário e qual local você escolher, é necessário reservar o seu tour com antecedência, pois eles costumam esgotar rapidamente. Não é permitido levar bolsas ou mochilas dentro do canyon, apenas câmeras e celulares, então vá preparado. Nós reservamos o Lower Antelope Canyon tour com uma companhia chamada Dixie Ellis. Levamos cerca de 1h30 para completar o tour. Foi lindo!! Vale muito a pena, nossa! Os tons vermelhos e alaranjados e as sombras do sol são de enlouquecer! Realmente é tudo aquilo que você vê em foto – mentira! É mais bonito ainda ao vivo! Foi um dos highlights da minha viagem e é algo que todo mundo deveria ver uma vez na vida! Amei!!

Depois do nosso tour, estávamos cansadas e prontas para ir para o hotel, afinal era o Amangiri, o hotel dos meus sonhos! Kkk. Há anos que eu namorava esse hotel e sonhava em conhecer. E posso falar? Ele realmente é incrível. Já tinha ouvido de amigos que tinham se hospedado e lido em reviews que ele era fantástico, mas eu precisava ver para crer. Me hospedar lá foi condição sine qua non da viagem! Meu queixo já caiu logo na entrada do hotel. A paisagem é uma coisa, a arquitetura incrível, tudo tudo tudo perfeito. E olha que não é fácil me impressionar com hotel hoje em dia viu?! O quarto era impecável, a comida e o serviço incrível… difícil não elogiar! Sim, é um hotel super caro, mais que o normal. Mas vale cada centavo, especialmente numa viagem dessas aonde você está dormindo em hotéis mais simples, comendo mal e fazendo esporte. É como chegar ao paraíso para descansar. Hahaha. Foi essa a sensação que tivemos! Ficamos apenas duas noites e fomos embora com gostinho de quero mais. Acho que o ideal é se hospedar por quatro noites e usar o hotel como base para fazer o Grand Circle tour pelos Big 5 de Utah: Zion, Bryce Canyon, Capitol Reef, Arches, Canyonlands e o Grand Canyon. O hotel é localizado bem no meio desses parques, então é perfeito. Por estar no meio do nada, a tarifa do hotel é all inclusive no sentido de refeições. Bebidas alcoólicas são pagas à parte e as atividades oferecidas (caríssimas por sinal) também. Nos instalamos e jantamos super bem. Gente, é o que eu sempre digo – o hotel faz a viagem! Nada como estar hospedado num hotel incrível! Vale muito a pena! Recomendo esse hotel de olhos fechados e já estou louca para voltar!

DAY 6 – PAGE

Depois de uma noite muitooo bem dormida haha fomos tomar um belo café da manhã e depois participamos do complimentary hike até uma caverna na propriedade do hotel. O Amangiri oferece duas caminhadas diárias com guias de aproximadamente 1 hora. Não é nada demais, mas vale a pena para esticar as pernas. Como mencionei acima, a ideia original era fazer o tour do Upper Antelope Canyon pela manhã, mas antes de dormir resolvemos que “tava visto” e optamos por curtir o hotel ao invés.  Almoçamos com calma e ficamos relaxando. Acabou que o tempo estava feio e choveu (no deserto acreditem kkk) então foi a melhor coisa que fizemos. No final da tarde o tempo abriu um pouco então pegamos o carro e aproveitamos para ir no Horseshoe Bend Overlook, outa maravilha natural que ajudou a colocar este canto do norte do Arizona “no mapa”. É lindo, vale super a pena. É mais um daqueles fenômenos da natureza que faz você pensar como ela é perfeita. Aliás, não desistimos apenas do Upper ANtelope Canyon, desistimos também do nosso tour de kayak em Lake Powell que visita a parte “afundada” do Antelope Canyon (sim, tem uma terceira parte). O tempo estava feio e tava muito frio – não fazia sentido algum se enfiar num kayak por três horas né?! Mas essa é uma atividade bem legal para fazer na primavera e no verão. Eu já vi fotos e é lindo, então recomendaria! Como vocês podem ver, o dia foi bem tranquilo, um verdadeiro “dolce far niente”, mas válido né?! Encerrei o dia com uma massagem de pedras quentes no SPA do hotel e depois com um belo jantar! Muito bom 

DAY 7 – PAGE TO BRYCE CANYON

Mais uma vez, mudamos os planos! Ao invés de sair logo cedo em direção à Bryce Canyon, resolvemos curtir um pouco mais do que o hotel tinha a oferecer, incluindo o checkout que era às 12h. Pedimos para estender mais uma hora e conseguimos um late checkout às 13h. Com isso, conseguimos fazer o Hoodoo Via Ferrata, que é uma trilha com rock climbing que o hotel oferece. É demais!! O passeio é caro, mas vale muito a pena! Somente quem está hospedado no hotel pode fazer, pois é dentro da propriedade. Eu nunca tinha feito escalada antes, então foi super bacana! Peguei gosto hahaha. Basicamente, com a ajuda de uma guia e com todo o devido equipamento de rapel, você sobe uma espinha exposta de arenito vermelho e branco – o Red Line Ridge, até o cume do Stud Horse Mesa, com vistas impressionantes em todas as direções e geologia fascinante. Uma vez no topo, a via ferrata inclui uma ponte suspensa de 45cm de largura, abrangendo um desfiladeiro de 182 metros de profundidade! Adrenalina pura! O passeio todo dura três horas. Vale muito a pena! Recomendo demais! Quem se hospedar no Amangiri não pode deixar de fazer. Se você tem medo de alturas, você pode fazer uma trilha mais fácil e menos “radical”! Kkk.

Já que o almoço estava incluso e sabíamos que o jantar não seria grandes coisas, achamos melhor “comer bem”, então fizemos o check-out do quarto e almoçamos no hotel antes de pegar a estrada em direção à Bryce Canyon. O Justin Timberlake e a Jessica Biel, que também estavam hospedados no hotel, estavam almoçando lá também! Confesso que fiquei um pouco “star struck”, mas não incomodei eles. Após o almoço, com o coração apertado, me despedi do Amangiri prometendo voltar, e seguimos com a nossa roadtrip. Dirigimos nonstop do hotel até Bryce Canyon National Park, em Utah, parando apenas uma vez para abastecer no caminho. Levamos aproximadamente 2h30. Tem muita coisa que dá para fazer e ver no caminho, perto do Amangiri, mas a gente estava afim de seguir viagem. Por isso que digo que quatro noites no Aman é perfeito, porque você usa o hotel como base para fazer essas outras coisas, como visitar os Vermillion Cliffs, ir no Paria Rimrocks-Toadstools Trail, explorar o Grand Staircase Escalante, ou até tentar a sua sorte em Kanab, Utah, para ganhar na loteria de permits para visitar o “The Wave”, um dos locais mais fotografados do Southwest, mas que só permite 10 visitantes por dia. E vamos combinar que eu também senti falta de ter um dia inteiro para curtir a maravilhosa piscina aquecida do hotel – ficar no famoso “dolce far niente”! Kkk.

Chegando em Bryce pegamos a maior nevasca!! Estava nevando super forte, mas por causa disso a paisagem também estava mais maravilhosa ainda. Mais uma vez, ouvimos a mesma frase “you guys are so lucky to see all this snow”! Hahaha. Realmente, o contraste das pedras com a neve e as árvores verdes é lindo, mas em Bryce a neve atrapalhou toda programação. No fim, acabamos não podendo fazer nada – nenhuma trilha, nada! O parque é bem mais alto que o Grand Canyon e 3000 pés acima do Amangiri, então além de estar super frio (temperaturas negativas), toda essa deixou metade do parque inacessível e fechou todas as trilhas por causa do alto risco de avalanche. Conseguimos visitar apenas dois viewpoints e foi isso! Então durante o inverno não recomendo visitar Bryce. Todas as atividades legais, como o passeio a cavalo nos canyons, por exemplo, não funcionam e só começam em abril. Para vocês terem uma ideia, até o lodge/hotel oficial do parque estava fechado, então basicamente, não fizemos nada em Bryce! Mesmo assim foi bonito para conhecer, valeu, mas eu diria que foi o ponto baixo e mais “deprê” da viagem hahaha. Especialmente saindo do luxo do Amangiri e indo para um hotel que nem restaurante tinha! Kkk. Tivemos que jantar num restaurante buffet do outro lado da rua que estava horrível! Hahaha.

Chegamos no Best Western Plus Bryce Canyon Grand Hotel no final do dia, fizemos check-in e fomos explorar o parque, mas como eu mencionei acima, só conseguimos chegar em um viewpoint. Definido por centenas de pilares de arenito conhecidos como hoodoos, o Bryce Canyon é uma paisagem sobrenatural, um labirinto de desfiladeiros e grutas. Numerosas vistas e trilhas fazem desta uma viagem que vale a pena na primavera e no verão! Definitivamente não no inverno! O caminho para Bryce Canyon pela Highway 12 Scenic Byway é lindo e passa pelo Red Canyon do Dixie National Forest. Parece um cenário de filme mesmo de tão bonito! Vimos o sunset e depois voltamos para o hotel para relaxar antes de jantar no tradicional Ruby’s Inn.

DAY 8 – BRYCE CANYON TO ZION

Mais um dia e mais uma mudança de planos kkk. Já que tudo estava fechado, sem acesso, e não íamos poder fazer nenhum passeio ou trilha, resolvemos sair mais cedo de Bryce para chegar antes em Zion National Park, aonde a previsão do tempo estava melhor. Tomamos café da manhã no hotel e antes de ir embora, fomos para outro viewpoint para admirar os hoodoos uma última vez. Realmente é  muito bonito. O parque de Bryce é pequeno e a descrição que li sobre ele ser uma espécie de aquário é perfeita! Como dica para quem estiver indo numa época mais quente, faça o passeio horseback riding tour do Ruby’s Inn. Aparentemente é lindo! As melhores trilhas são: Full Rim Trail, Bristlecone Loop Trail e Navajo Loop/Queen’s Garden Trails.

Dirigimos sem parar de Bryce Canyon até Springdale, Utah, a cidadezinha porta de entrada para o Zion National Park. Levamos cerca de 2h30. Existe um caminho um pouco mais curto, mas ele estava fechado por causa de algum deslizamento. Mais uma vez, a época do ano atrapalhando…hahaha. Para quem for por agora, vale a pena pegar esse outro caminho e entrar no parque pela Highway 9 (Zion – Mt. Carmel Highway) e parar no Checkerboard Mesa para fazer trilha ou apenas para tirar fotos mesmo. Zion National Park é LINDO, LINDO!! Me encantei!Menor em escala do que o Grand Canyon, o Parque Nacional de Zion abriga centenas de espécies de plantas e animais. Um cânion profundo com imponentes paredes de arenito, Zion possui o segundo maior monolito independente da América do Norte, o “Great White Throne”, e oferece excelentes caminhadas e passeios para todas as idades e níveis de habilidade. As montanhas parecem ser em 3D. É tudo muito bonito! A cidadezinha de Springdale também é uma simpatia, cheia de restaurantes e lojinhas. Amei!

Chegamos e fizemos o check-in no Zion Lodge onde nos hospedamos por duas noites. Este é o único hotel dentro do parque, mas não se preocupe se ele estiver lotado porque tem várias opções boas também em Springdale, que fica pertíssimo da entrada do parque. O hotel é muito simpático, me lembrou muito minhas épocas de acampamento nos Estados Unidos quando eu era pequena kkk. O hotel estava super cheio e o parque em si também, o que foi uma agradável surpresa! Por ser mais baixo, a temperatura estava bem mais quente e o dia lindo! Normalmente, é proibido o fluxo de carros dentro do parque e você só pode andar nos ônibus oficiais do parque. Mas como era inverno ainda, o hotel nos enviou pelos correios um papel vermelho para pendurar no visor do carro dando autorização para trafegar dentro do parque, vez que éramos hóspedes. Com check-in feito, largamos as malas e saímos correndo para fazer a trilha de Angel’s Landing, uma das mais notórias e difíceis do parque! Eu estava preocupada com o horário, pois escurece cedo e a gente ia começar a trilha às 14h, mas deu tempo. Só que tivemos que abortar o nosso almoço e nos contentarmos como uma barrinha de proteína!

É difícil descrever em palavras o que é a trilha de Angel’s Landing. Eu já tinha pesquisado e visto várias fotos, além de ter conversado com amigos que já fizeram, mas nada poderia me preparar para essa trilha. Já vou falar que quando você acha que chegou no fim, você está apenas na metade e a pior parte nem começou! Hahaha. Eu não tenho medo de altura, mas confesso que bateu um pequeno medo na parte que começa a ficar bem íngreme e não tem proteções laterais – basicamente, é um precipício para cada lado e você ali no meio! Muito tenso! As fotos abaixo e os vídeos que eu postei nos meus stories do Instagram não fazem jus à trilha. Só quem já foi sabe. Mas como tudo, ao chegar no topo vem a recompensa com aquela vista de tirar o fôlego! Se você não tem medo de altura e gosta de escaladas, não pense duas vezes! Essa trilha é um MUST! Completamos a trilha em pouco menos de três horas (mas pode calcular quatro horas)! No final eu estava exausta e louca para tomar um belo banho e comer já que não almoçamos! E foi exatamente isso que fizemos! Jantamos cedo (19h30) no restaurante do hotel e capotamos. Antes de dormir eu já estava toda dolorida da trilha hahaha. Aliás, vale mencionar que como todo americano, o pessoal aqui janta super cedo! O restaurante fecha às 20 horas então o último seating é 19h45. O negócio é entrar no mesmo esquema – dormir e acordar cedo para aproveitar o dia ao máximo!

DAY 9 – ZION

No dia seguinte eu acordei mega dolorida da trilha de Angel’s Landing, mas também mega disposta a fazer mais trilhas para queimar todo fast food da viagem! Hahaha. Eu queria MUITO fazer a trilha The Narrows, mas me informaram na noite anterior que tinha previsão de chuva nas proximidades do parque e me aconselharam a não fazer por isso. Quando eu questionei o porquê a resposta foi super tranquila hahaha “because you will die”! Que tal?! Hahaha. Basicamente, o que acontece é que essa trilha é feita dentro de um rio que percorre um “slot canyon”. Um slot canyon nada mais é do que um desfiladeiro estreito, ou seja, dois paredões, formados pelo desgaste da água que corre pela rocha. Um slot canyon é significativamente mais profundo do que largo. Alguns podem medir menos de 1 metro no topo, mas caem mais de 30 metros até o chão do cânion. Esse formato é muito perigoso no evento de um “flash flood”. As inundações repentinas são o tipo mais perigoso de inundação, porque elas têm o poder destrutivo de uma inundação normal combinada com a água furiosa, além de ser imprevisível. Inundações repentinas podem ocorrer a partir de tempestades que estão a quilômetros de distância que aumentam os níveis de água em minutos ou segundos. Não precisa estar chovendo necessariamente sobre você, basta chover em qualquer lugar a uma altitude maior do que a sua. Em slot canyons, você não tem para onde correr no evento da uma inundação repentina e por isso o alto risco de morte – você é engolido por toda a água. Infelizmente, já tiveram algumas tragédias em Zion no passado. Depois dessa breve explicação, eu estava convencida de que não iria ousar fazer a trilha. Acho que ninguém no mesmo lugar faria né?! Mas é uma pena porque eu queria muito hike The Narrows. Essa é “a trilha” para fazer em Zion.

Impossibilitada de me aventurar pelos Narrows, tivemos que nos contentar com as trilhas que estavam abertas. Outra trilha imperdível que eu queria fazer (Canyon Overlook Trail) estava com o acesso fechado também. Acabamos fazendo então o Sand Bench Trail (9,5 km) e o Lower Emerald Pool Trail (2 km) pela manhã. Paramos para almoçar em um steakhouse em Springdale. Comi um hambúrguer delicioso – como vocês podem ver a dieta seguiu firme e forte! Hahaha. Quando paramos o cansaço bateu, então aproveitamos para dar uma olhada nas lojinhas ao redor e depois finalizamos o nosso último dia da viagem com a trilha do Riverside Walk (aproximadamente 4,5 km) que é super tranquila. Durante a primavera e o verão é possível alugar no gift shop do hotel bicicletas! Isso é um programa bem legal para fazer também em Zion!

Jantamos cedo e ao invés de capotar, tomamos a sábia decisão de voltar antes para Las Vegas e dormir lá. Na manhã seguinte eu tinha um voo para Aspen às 11h30 então as chances de algo dar errado eram grandes. Não quisemos arriscar e como ainda estava cedo, resolvemos fazer check-out e dirigir para Las Vegas. Levamos três horas porta a porta, com direito a duas paradinhas rápidas para o banheiro e abastecer. A grande vantagem é que Las Vegas está uma hora para trás, então você ganha uma hora quando volta. Com isso, chegamos em Las Vegas às 23h, fizemos check-in no hotel Palazzo e pudemos dormir tranquilas sem ter que se preocupar em perder o voo na manhã seguinte! Valeu a pena!!

DAY 10 – ZION TO LAS VEGAS

É por isso que eu falei que seria ideal incluir mais uma noite em Las Vegas no final da viagem. Dessa maneira, você pode voltar tranquila no dia seguinte sem se preocupar com voos, etc. Além do mais, você pode visitar a caminho de Las Vegas o Valley of Fire State Park que é lindíssimo! Eu queria muito ter incluído isso no roteiro, mas como vocês podem ver, faltou tempo! Mas recomendo muito fazer isso. Talvez eu incluiria até duas noites em Vegas na volta para poder fazer isso e depois descansar, comer bem e até badalar um pouco. Foi muito engraçado voltar para um lugar tão agitado e com tantos tipos de estímulos áudio visuais depois de ficar tantos dias no silêncio da natureza! Mega contraste! Kkk. Mas é isso, espero que tenham gostado das dicas dessa viagem e que esse post tenha ajudado a esclarecer algumas dúvidas que possam ter surgido! Vale muito a pena fazer essa viagem, recomendo super! Eu gostei tanto que já estou querendo planejar a minha próxima viagem para outros parques pelos Estados Unidos. Isso realmente é um programa gostoso que relaxa a alma e a mente!

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