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Soo-uh Sdaai !! (Hello em cambojano hahaha)

 

O voo de Luang Prabang para Siem Reap, Camboja, durou duas horas, relativamente rápido. Ao chegar no aeroporto (de primeira por sinal), TukTuks locais estavam esperando a gente para levar para o hotel – achei o máximo! ahahaha Os daqui parecem carruagens e são super ventilados, fator determinante numa das cidades mais quentes e abafadas que já fui! Sim, à noite fazia 30 graus! Que tal?! Nos hospedamos no Grand Hotel D’Angkor. O hotel é lindo, luxuoso, e tem estilo colonial, parece que você voltou atrás no tempo! Cada detalhe é pensado e super fino, trazendo a tona todo requinte. O quarto também segue o estilo colonial e meu quarto tinha uma sacadinha gostosa. As boutiques e a piscina do hotel também são tudo de bom! kkk

Na primeira noite passeamos um pouco pelo Night Market (it’s an asian thing hahaha) e por Pub Street, rodando e explorando tudo, e depois jantamos no A-Ha, um delicioso restaurante e wine bar que graças a deus tinha ar condicionado!! No cardápio spring rolls, pratos apimentados e um sorvete de favo de mel com crocante incrível! Mas para variar não me contive e comi uma segunda sobremesa na rua – “banana pancakes” – especialidade local! É delicioso.

Nas ruas você encontra um monte de carrinhos vendendo essas panquecas (tem de banana e de chocolate) e sucos de frutas, mas também algumas coisas BEM BIZARRAS tipo baratas e tarântulas fritas, ou então cobra no espetinho! Que horror!!! Siem Reap também é o paraíso dos SPAs! hahaha Eles ficam abertos a noite e são o maior sucesso! Para uma massagem de 30 minutos eles costumam cobrar 1-3 USD, e para 60 minutos cobram 5-7 USD. Maravilhoso né?! kkk Mas eu fiz outro tipo de spa…Fish Pedicure! Gente, foi MUITO aflitivo, sério! Tem vários espalhados pela cidade e basicamente você senta num pufe e coloca seus pés dentro de um tanque cheio de peixinhos micros que comem toda pele morta dos seus pés. Nojento, eu sei! hahahaha Não aguentei ficar nem cinco minutos e minhas caretas nas fotos já dizem tudo! kkkk Mas façam!!! É uma experiência autêntica! hahaha

De cara já gostei de Siem Reap! A cidade é super animada, vibrante e lotada de turistas europeus. Ao redor da Pub Street você encontra um barzinho e restaurante atrás do outro! Todos lindos e badalados! A cidade é bem desenvolvida, cheia de resorts novos e hotéis de alto padrão, as ruas são limpas e as pessoas são simpáticas! Gostei da energia da Camboja! Lembro que na primeira noite virei para os meus pais e falei que já amava Camboja e que já queria voltar! Kkk

A arquitetura é bem colonial e a paisagem é plana, plana, plana! Do avião já se percebe que o negócio aqui é o arroz – os arrozais são super verdes e todos alagados, a condição climática perfeita para o plantio. Além do grão, Camboja também é conhecida por seu churrasco, mas infelizmente não tive tempo de provar o famoso Khmer BBQ! Tem um restaurante em cada esquina oferecendo hahaha e tem uma cara muito boa!!

FUN FACT: Na Camboja a língua falada é totalmente diferente do Laos e da Tailândia. Apesar do alfabeto ser o mesmo, a escrita não é a mesma, somente algumas palavras são parecidas. É curioso, pois o povo de Laos consegue entender perfeitamente o tailandês, mas não consegue entender a língua da Camboja, e vice-versa!

DAY 2

O café da manhã do hotel era delicioso! O buffet tinha tudo que você pode imaginar e quando vi a estação de crepes não pensei duas vezes! Saímos às 8:30am de tuk tuk em direção ao complexo de Angkor, patrimônio mundial da UNESCO, uma região da Camboja que serviu como sede do Império Khmer entre os séculos IX e XIII. Os Khmers são um grupo étnico majoritário do atual Estado do Camboja, que no passado consolidou um império capaz de dominar a maior parte da Indochina.

Angkor World Heritage, Império Khmer, Siem Reap, Camboja

As ruínas de Angkor estão localizadas em meio a florestas e terras ao norte do Lago Grande, próximo à Siem Reap. Na área de Angkor foram encontradas mais de mil ruínas de templos, mas infelizmente muitas já haviam se tornado uma pilha de escombros. Muitos dos templos foram restaurados e, juntos, compõem o sítio mais significativo da arquitetura Khmer. O complexo de Angkor é considerado o maior assentamento pré-industrial da humanidade por pesquisadores internacionais. Ele abrange uma extensão de aproximadamente 200km², embora pesquisadores estimem uma extensão de quase 3000km² e uma população de até meio milhão de habitantes.

Angkor recebe mais de dois milhões de visitantes anualmente então as filas na entrada para comprar o passe lembram um pouco a Disney hahaha. Faltam adjetivos para descrever a beleza desse parque maravilhoso! Ele é ENORME e lá você vê de tudo: macacos, vacas, elefantes, porcos…tudo passeando livremente!! As árvores são antigas e, portanto, enormes, e os diversos lagos são cheios de flor de lótus. Todos os templos de Angkor são feitos de arenito (“sandstone”).

A primeira parada foi o templo Bayon, o principal templo de Angkor Thom, antiga cidade Khmer. Conhecido também como “the face temple (templo do rosto em português), o templo possui 216 rostos gigantes esculpidos nas suas torres. A melhor parte: eles estão sorrindo! Construído no final do Século XII, Bayon foi o último templo a ser construído em Angkor e o único com a finalidade de ser um santuário Budista. Durante o Século XIII, o império se converteu ao Hinduísmo e o templo teve que ser reformado e aumentado para se adaptar à nova religião. Séculos depois, o Budismo voltou a ser a religião dominante, trazendo mais mudanças, antes do templo ser eventualmente abandonado. Como ele está voltado para o leste, a melhor hora para visita-lo é de manhã. Infelizmente não tivemos tanta sorte e estava chovendo, prejudicando a luz nas fotos.

Passamos a manhã pedalando pelo parque, parando nos templos e ruínas. Tivemos direito até à um piquenique perto de um templo onde provamos docinhos locais que os guias compraram no Night Market na noite anterior. Eu amei uma balinha de gergelim branca! Para vocês terem uma ideia, Angkor é tão grande que pedalamos 30km dentro do parque e não vimos metade! Kkkk E o calor?! Meu deus! Siem Reap é MUITO húmido, eu nunca suei tanto na minha vida. Um dos lugares mais quentes que já estive!!! Por volta do meio dia voltamos e fomos curtir a piscina maravilhosa do hotel! Ela é gigante e a água é aquecida – parece uma banheira! Aproveitamos que o sol saiu e almoçamos à beira da piscina.

Onde se hospedar em Siem Reap, Grand Hotel D’Angkor, Camboja

FUN FACT 2: Todo tuk tuk em Siem Reap tem um nome e sempre começa com “Mr.” (senhor em português). Eu particularmente AMEI o tuk tuk do Batman! Hahaha

Tuk Tuk em Siem Reap, Camboja

Após o almoço saímos de tuk tuk novamente para Angkor, dessa vez para ver o imponente templo Angkor Wat, considerado o maior monumento religioso do mundo e uma das sete novas maravilhas do mundo. A melhor hora do dia para visitar o templo é a tarde, pois ele é voltado para o lado oeste, então a luminosidade à tarde é linda! Porém, tudo tem um preço – um calor do cão!!!! Fazia tempo que não passava calor assim, juro! Suor sem parar! E para completar, estava usando calça e blusa, pois desde novembro 2015, é obrigatório cobrir os ombros e joelhos para visitar qualquer templo ou santuário no Camboja. Foi sofrido…pelo menos estava usando minha calça de elefantes fresquinha, adquirida nas cachoeiras em Luang Prabang kkkk.

Não sou muito de falar sobre história por aqui, mas nesse caso não tem como! Angkor Wat é o maior e mais bem preservado templo dos que integram o parque de Angkor. É considerado um dos tesouros arqueológicos mais importantes do mundo. Tornou-se símbolo do Camboja, aparecendo em sua bandeira e sendo sua principal atração turística! Em 1992 foi declarado pela UNESCO Patrimônio da Humanidade.

FUN FACT 3: Nenhum prédio em Siem Reap pode ser mais alto que Angkor Wat! No recinto interior do templo erguem-se cinco torres em forma de loto. A torre mais alta tem 65 metros de altura!

Construído no início do Século XII, a pedido do rei Suryavarman II para ser o templo central e capital do seu reino, estima-se que 50 mil toneladas de pedras foram utilizadas na construção de Angkor Wat! Vinte mil escravos levaram três anos para fazer apenas o fosso que envolve o templo. O terreno é tão grande que seria o equivalente a 20 campos de futebol hoje!

Não preciso nem dizer que o templo é extremamente imponente! É impossível não se sentir incrédulo diante de tamanha grandiosidade. É impressionante como construíram algo desse porte, tudo de pedra, tudo esculpido e tão simétrico, quase mil anos atrás! É realmente muito lindo! 

Templo Angkor Wat, Nova Maravilha do Mundo, Siem Reap, Camboja

Vocês já devem ter visto fotos de Angkor Wat do lado de fora, mas sabem como é por dentro?! Para entrar no complexo, primeiro você tem que cruzar o fosso que envolve o templo. Depois, caminha-se numa longa passarela principal até chegar no “Cruciform Terrace”. Dentro desse terraço você encontra outra passarela para te levar até a entrada do templo!! No caminho tem duas piscinas refletoras da onde as fotos mais lindas de Angkor Wat foram tiradas. As piscinas geralmente estão cheias nos meses de chuva (maio-outubro) e parcialmente cheias durante a estação seca (novembro-abril), dificultando a foto.

Pelo terraço você finalmente entra no templo e de imediato vê a “Galeria dos Mil Budas” (Preah Pean). Como o próprio nome sugere, nessa área tinham centenas de imagens do Buda, mas hoje restaram apenas algumas. Algumas foram removidas e outras furtadas. Os detalhes são incríveis – são aproximadamente 1500 esculturas de deusas femininas hindus, e 2000 de “asparás” (dançarinas celestiais). Esse é o “primeiro andar”. Do lado oposto da galeria de entrada, no final, você encontra uma enorme estátua de um Buda. Essa estátua é na verdade Vishnu, um deus Hindu, vestido de Buda. Isso remete à história do templo, que foi construído e dedicado ao deus Hindu Vishnu durante o império Khmer, e depois transformou-se gradualmente em um templo Budista.

O “segundo andar” do templo é o pátio principal, onde estão as cinco torres principais, e o “terceiro” e último andar fica no meio dessas torres. O terceiro andar é acessado por uma escadaria super íngreme e é necessário um passe específico, chamado de “Bakan Pass”, que você pode comprar na entrada do parque. As escadas foram construídas de propósito para ilustrar como é difícil alcançar o “nirvana”. Essa área do templo é considerada sagrada, então não pode subir quem não estiver com os ombros e joelhos cobertos! Como somente 100 pessoas são permitidas no terceiro andar por vez, é normal pegar fila embaixo. Subimos até o topo e já vale pela vista!! É incrível! Mas já aviso – o problema é a descida, muito mais difícil do que a subida! Kkkk

Voltamos para hotel às 5:30pm e para relaxar fiz uma massagem. O SPA do hotel é excelente! Como esse foi o último dia do biking tour, à noite os guias ofereceram drinks e jantamos no belíssimo Park Hyatt Hotel! O hotel é super lindo, um luxo! Amei! É uma excelente opção de hospedagem em Siem Reap!

DAY 3

No último dia despertamos às 5am para ver o nascer do sol e visitar o mais cedo possível o Ta Prohm, templo que ficou conhecido ao aparecer no filme Lara Croft Tomb Raider com a Angelina Jolie. Confesso que era o templo que mais queria conhecer, e definitivamente foi o meu favorito! O templo Ta Prohm abre às 5:30am e nós chegamos às 6am, o que foi ótimo pois não tinha quase ninguém lá! No dia anterior pegamos uma muvuca nos outros templos!! Um mar de chineses hahaha.

Ta Prohm é também conhecido como “The Jungle Temple” (templo da selva em português). O rei Jayavarman VII construiu Ta Prohm em honra de sua família, mas após a queda do império Khmer no Século XV, o templo foi abandonado e negligenciado por séculos. Diferente dos outros, Ta Prohm é plano e foi deixado em grande parte na mesma condição em que foi encontrado no início do Século XX, envolto pela selva. As árvores que crescem fora das ruínas são, sem dúvida, a característica mais distintiva e também o cartão postal do templo. As enormes raízes das figueiras estranguladoras realmente impressionam!

Muito trabalho tem sido feito para estabilizar as ruínas, para permitir o acesso, e para manter esta condição de “negligência aparente” igual se vê no filme. Mas fiquei um pouco decepcionada – desde 2010, as autoridades estão mais agressivas na restauração, colocando passarelas de madeira em vários lugares dentro do templo, o que acaba com a oportunidade de tirar algumas fotos em cantos icônicos. Mas mesmo assim ainda vale a pena conhecer, tanto que passei quase 2 horas dentro do templo admirando e fotografando a sua beleza! Hahaha. De lá fomos direto para o aeroporto de tuk tuk rumo à Tailândia! Eu AMEI Siem Reap, e achei pouco tempo. Com certeza vou voltar!!

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